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Anos de Chumbo Governo Médice Ditadura Militar no Brasil

Anos de Chumbo: Governo Médici

Governo Médici: Introdução

O período de governo do general Médici ficou marcado na história como o mais violento e repressivo da Ditadura Militar no Brasil. Este período é tradicionalmente conhecido como os Anos de Chumbo.

No artigo de hoje começaremos a analisar o governo do terceiro presidente do regime militar. Estamos falando do governo de Garrastazu Médici, ocorrido entre os anos de 1969 e 1974.

No governo Médici ocorreu uma violenta repressão contra os grupos políticos, instituições e indivíduos que faziam oposição aos governos militares.

Os Atos institucionais números 1, 2, 3 4 e principalmente o AI-5, em conjunto com a Emenda Constitucional nº 1 e a Constituição de 1967, forneceram aos militares as ferramentas e as condições para eliminar um a um seus os opositores políticos.

Torturas, “acidentes misteriosos”, “ataques cardíacos”, “suicídios”, e principalmente, os “desaparecimentos” foram comuns nesse período.

Hoje, mais de 50 anos depois da implantação da Ditadura Militar no Brasil, muitas pessoas tentam encontrar os restos mortais de seus familiares para formalizar um enterro e uma despedida de seus entes queridos.

Somente os militares que participaram desse contexto histórico são capazes de fornecer as informações para que isso ocorra. Os principais episódios dos “Anos de Chumbo” do regime militar brasileiro serão são analisados a partir de agora.

Anos de Chumbo: Governo Médici – Ditadura Militar no Brasil

Luta Armada

A luta armada dos opositores da ditadura militar foi um dos maiores problemas enfrentados pelo governo de Garrastazu Médici. O desenvolvimento da luta armada por parte dos grupos de oposição pode ser explicado pelo fechamento de todos os canais de diálogo legais por parte dos militares após a decretação do AI-5.

Eles anularam a Constituição, destruíram o Estado Democrático de Direito, suspenderam os direitos políticos de inúmeras pessoas, acabaram com a representação do povo no Congresso Nacional, censuraram os meios de comunicação e reprimiram violentamente todo o qualquer grupo de oposição.

Diante de um quadro como este, alguns grupos de esquerda escolheram a luta armada como instrumento de resistência contra o regime militar. Vamos analisar os principais momentos da luta armada a partir de agora.

Guerrilha da Serra do Caparaó

Entre os movimentos de guerrilha no campo podemos destacar a Guerrilha da Serra do Caparaó (em MG). Este grupo guerrilheiro foi liderado por Leonel Brizola e foi desarticulado pelos militares em um curto período de tempo.

Guerrilha do Vale da Ribeira e Guerrilha do Araguaia

Temos ainda a Guerrilha do Vale da Ribeira (em SP). O líder desta vez era o militar Carlos Lamarca, morto pelo exército em 1971.

Outro movimento de luta armada muito conhecido foi a Guerrilha do Araguaia (localizado no PA). Todos estes movimentos de guerrilha foram desarticulados pelo exército brasileiro.

As Características da Luta Armada na Ditadura Militar

Analisando um pouco mais profundamente estes movimentos de luta armada no campo percebemos que eles eram formados por jovens da classe média.

Este grupo jovem acreditava que o capitalismo não iria se desenvolver no Brasil e que a implantação do socialismo iria ocorrer em um curto período de tempo, principalmente se houvesse o apoio da União Soviética.

Na estratégia criada por estes guerrilheiros assim que tivesse início a revolução socialista no Brasil haveria a rápida adesão do povo no campo e na cidade para ajudá-los na luta armada.

Esta teoria não se confirmou, o apoio do povo não aconteceu e os jovens guerrilheiros da classe média foram derrotados por militares profissionais treinados pelo serviço de inteligência dos Estados Unidos.

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A Repressão da Ditadura Militar: DOI, CODI e DOPS

Vamos analisar a partir de agora os detalhes que permitam ao governo da Ditadura Militar desarticular os movimentos de guerrilhas.

Os militares criaram alguns departamentos especialmente para combater os indivíduos ou grupos de oposição.

Os principais departamentos foram estes aqui.

O Destacamento de Operações de Informações (cuja sigla é DOI), Centro de Operações de Defesa Interna (CODI) e o Departamento de Ordem Política e Social (popularmente conhecido como DOPS).

DOI, CODI e DOPS eram os nomes dos serviços de inteligência criados especialmente para combater os guerrilheiros e quaisquer outros opositores da Ditadura Militar.

As Torturas da Ditadura Militar

Para aumentar a sua eficiência estes departamentos tiveram suas ações unificadas. Quando os guerrilheiros eram capturados eles eram torturados (às vezes até a morte) para entregar informações sobre seus companheiros e sobre o planejamento do grupo.

Foi nesse contexto histórico que diversos presos políticos “desapareceram” misteriosamente para nunca mais serem encontrados.

Ao fazer uso de todo esse aparato repressivo os militares conseguiram desarticular completamente a luta armada por volta de 1974.

O tripé composto pelo SERVIÇO DE INTELIGÊNCIA, pelas TORTURAS e ASSASSINATOS liquidaram com a maioria dos grupos que tentavam derrubar a Ditadura Militar no Brasil.

A Guerrilha Urbana

Falta falar ainda sobre a GUERRILHA URBANA. Os principais grupos que adotaram a guerrilha urbana foram estes aqui. A ALIANÇA LIBERTADORA NACIONAL (ALN), cujo líder era Carlos Marighela, assassinado pelos militares em 1969.

Houve ainda o MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO 8 DE OUTUBRO (o MR-8). As ações destes grupos eram caracterizadas por assaltos a bancos, carros fortes e sequestros de diplomatas estrangeiros para financiar o movimento de guerrilha e a resistência contra a Ditadura Militar.

A operação mais conhecida da Guerrilha urbana brasileira foi o sequestro do embaixador dos Estados Unidos Charles Elbrick. Ele teve a sua liberdade condicionada após a libertação de 15 presos políticos capturados pela Ditadura Militar.

Seguindo o mesmo modo de operação ocorreram posteriormente os sequestros de diplomatas do Japão, Suíça e Alemanha, tendo como efeito colateral uma onda de ainda mais repressiva por parte dos militares brasileiros.

Em nossa próxima aula iremos finalizar o estudo sobre o governo de Garrastazu Médici. Nós vamos analisar a forma como a Copa do Mundo de 1970 e o Milagre Econômico Brasileiro foram utilizados politicamente pela Ditadura Militar para conquistar o apoio da população.

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