CRISE DE 1929 GRANDE DEPRESSÃO

Crise de 1929 Grande Depressão

Crise de 1929 Grande Depressão. Canal HistoriAção Humanas.

O Que Foi a Grande Depressão?

No Período Entre Guerras a Grande Depressão foi o momento imediatamente posterior à quebra da Bolsa de Valores em Nova York no dia 24 de outubro de 1929.

Ou seja, a Grande Depressão foi o pior momento da Crise de 1929.

Seu pior momento ocorreu entre 1929 e 1933. Depois da falência do sistema financeiro tivemos taxas de desemprego dramáticas, uma forte retração do comércio intencional, a ascensão de regimes fascistas e a falência dos regimes liberais e democráticos.

A principal característica da Grande Depressão foi a trágica recessão econômica que atingiu o mundo capitalista no final da década de 1920.

A QUEBRA DA BOLSA DE NOVA YORK

No Período Entre Guerras a Grande Depressão é o momento imediatamente posterior à quebra da Bolsa de Valores em Nova York no dia 24 de outubro de 1929. Seu pior momento ocorreu entre 1929 e 1933. Depois da falência do sistema financeiro tivemos taxas de desemprego dramáticas, uma forte retração do comércio intencional, a ascensão de regimes fascistas e a falência dos regimes liberais e democráticos. A principal característica da Grande Depressão foi a trágica recessão econômica que atingiu o mundo capitalista no final da década de 1920.

Primeira página do jornal Brooklyn Daily Eagle. A manchete diz: Wall Street em pânico com a quebra do mercado acionário.

A facilidade na obtenção de empréstimo causou uma série de movimentos especulativos na Bolsa de Valores de Nova York.

Como o crédito era fácil a pessoas começaram a tomar empréstimos nos bancos para comprar ações na bolsa. Participaram deste movimento tanto os pequenos como os grandes investidores.

Novos bancos eram criados em grande quantidade para aproveitar o aquecimento da economia americana. No dia 24 de outubro de 1929 ocorreu uma queda vertiginosa no preço das ações em Wall Street.

Milhares de ações foram colocadas a venda sem que houvessem compradores. Então, veio o efeito cascata. Pequenas e grandes empresas faliram. Com as empresas fechadas ocorreu o aumento do desemprego.

Os indivíduos desempregados não tinham como pagar suas dívidas com os bancos. Os bancos por sua vez ficaram sem receber o dinheiro fornecido como empréstimo e quebraram.

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As pessoas que depositaram suas economias nos bancos ficaram sem nada da noite para o dia. Foi então que a crise de superprodução se associou com a crise financeira, fazendo o mundo capitalista entrar em pânico.

Dentre os principais efeitos dessa conjunção de crises podemos citar a queda generalizada dos preços dos produtos agrícolas e industriais, a violenta queda da produção industrial, a falência de inúmeras empresas privadas, a grande retração do comércio internacional e a elevação catastrófica do desemprego, gerando instabilidade e insegurança social.

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A Alemanha foi o pior exemplo do que poderia acontecer. Segundo Eric Hobsbawm, lá teve início uma hiperinflação que fez a sua unidade monetária ser reduzida a um milionésimo de seu valor em 1913.

Ou seja, na prática o valor da moeda alemã foi reduzido a zero. Ele cita ainda que durante o pior momento da Grande Depressão (período imediatamente posterior à crise) 44% da população alemã economicamente ativa estava desempregada. Um verdadeiro caos social que deixou a Europa pronta para os regimes fascistas.

CONSEQUÊNCIAS DA CRISE DE 1929

Esta foto é clássica nos manuais didáticos. Ao fundo, um anúncio representando o alto padrão de consumo e renda do povo norte americano. Logo à frente, uma fila repleta de desempregados aguardando o momento de receber alimentação fornecida pela Cruz Vermelha.

A crise de 1929 produziu efeitos que repercutiram ao longo de todo o século XX.

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O principal deles foi a falência do Estado liberal, incapaz de evitar e solucionar a crise, provocando assim o retorno da intervenção do Estado na economia.

Eric Hobsbawm afirmou que sem esta crise não teria acontecido a ascensão dos governos fascistas na Europa.

Estes governos responsabilizaram os Estados democráticos e liberais pelos efeitos devastadores do colapso do capitalismo e apresentaram-se como alternativas eficazes para a solução do problema.

A América Latina foi obrigada a abandonar o seu modelo agroexportador e diversificar a sua economia para não ficar tão dependente e vulnerável aos desequilíbrios dos mercados europeu e norte americano.

Verificou-se no sul do continente americano a adoção e intensificação do modelo urbano-industrial por meio do processo já citado, conhecido como industrialização via substituição de importações.

Indicação de Vídeo:

Tempos Modernos. (Modern Times, EUA 1936). Direção: Charles Chaplin 87 min. preto e branco, Continental.

Referências Bibliográficas sobre a Crise de 1929

ARRUDA, José Jobson de Andrade. A crise do capitalismo liberal. In: Daniel Aarão Reis Filho; Jorge Ferreira; Celeste Zenha. (orgs.). O século XX. O tempo das crises. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000. 

GALBRAITH, John Kenneth. 1929: A Grande Crise. São Paulo: Larousse
do Brasil, 2010 (189 Páginas).

GAZIER, Bernard. A Crise de 1929. Porto Alegre: L&PM Editores, 2009.

HOBSBAWM, Eric. A era dos extremos. O breve século XX. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

KEYNES, John Maynard. Teoria geral do emprego, do juro e da moeda (General theory of employment, interest and money). Tradutor: CRUZ, Mário Ribeiro da. São Paulo: Editora Atlas, 1992.

PARKER, Selwyn. O Crash de 1929: as lições que ficaram da Grande Depressão. São Paulo: Globo, 2009.

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