ditadura militar e guerra fria

Ditaduras Militares na América do Sul

Introdução: O Brasil no Contexto Internacional

Qual é a relação entre a Ditadura Militar no Brasil, as ditaduras militares na América do Sul, a Guerra Fria e a intervenção geopolítica dos Estados Unidos no continente?

Em nosso primeiro artigo nós observamos que as ditaduras militares foram implantadas praticamente ao mesmo tempo no Brasil e no restante da América Latina a partir da década de 1960.

Seria isso uma mera coincidência do destino ou forças externas estariam influenciando a política na América do Sul? A resposta será apresentada a vocês a partir de agora.

Ditadura Militar na América do Sul e a Guerra Fria.

Ditaduras Militares no Contexto da Guerra Fria

Para responder a esta pergunta nós precisamos entender o que estava acontecendo no resto do mundo no período em que a Ditadura Militar foi implantada no Brasil.

A partir desse momento nós vamos estabelecer um link entre a História do Brasil e a História Geral. Lembre-se: nós vivemos cada vez mais em um mundo interligado. É impossível entender a História do Brasil sem conectá-la com o contexto internacional.

Bom, a situação era está aqui. O mundo estava em guerra, Guerra Fria. Na década de 1960 o mundo estava passando por um dos piores momentos da Guerra Fria.

A guerra que colocou de um lado a União Soviética (representante e líder do Bloco Socialista); e do outro lado o seu arquirrival, os Estados Unidos da América (representante e líder do Bloco Capitalista).

A Guerra Fria começou logo após o fim da Segunda Guerra Mundial. Ao final da guerra mais assassina da História da humanidade União Soviética e Estados Unidos tornaram-se as duas principais superpotências mundiais.

Socialismo e Capitalismo entraram em uma disputa geopolítica em que o objetivo era conquistar aliados e impedir o crescimento do inimigo. Desse modo, a União Soviética agia de forma a expandir os governos socialistas em várias regiões ao redor do mundo.

Por outro lado, os Estados Unidos investiram bilhões de dólares para conquistar mais aliados para o bloco capitalista e impedir a todo o custo o avanço do socialismo.

Na verdade a Guerra Fria foi composta por várias guerras em que a União Soviética e os Estados Unidos nunca se enfrentavam diretamente. O confronto direto ocorria entre os aliados dos soviéticos e os aliados dos norte-americanos.

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A Revolução Cubana e Fidel Castro

Um dos episódios mais dramáticos da Guerra Fria começou com a Revolução Cubana.

Fidel Castro e Ernesto Che Guevara lideraram um golpe de Estado que derrubou a Ditadura de Fulgêncio Batista, o então governante da ilha de Cuba.

Junto com a queda do antigo governo também teve fim a longa trajetória de influência e favorecimento que o governo dos Estados Unidos tinha no Estado cubano.

Enfim, o novo governo instalado por Fidel Castro em Cuba fez com que os EUA perdessem uma importante área de influência na região do Caribe. E para piorar ainda mais a situação Fidel Castro implantou em Cuba um governo socialista.

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O alinhamento de Cuba com a União Soviética

Depois que o governo norte americano liderou uma tentativa fracassada de invasão à Cuba para derrubar o governo de Fidel Castro as coisas ficaram ainda piores, pois para se defender dos ataques dos norte americanos Cuba se colocou definitivamente na órbita de influência da União Soviética.

Ou seja, Cuba era um governo socialista protegido pela União Soviética em uma área de influência comandada pelos Estados Unidos.

O Episódio da Crise dos Mísseis

Mas o pior ainda estava por vir. No ano de 1961 ocorreu o episódio conhecido como a Crise dos Mísseis, momento em que o mundo ficou à beira de uma guerra nuclear envolvendo diretamente soviéticos e norte-americanos.

Mísseis soviéticos foram instalados em Cuba e apontados na direção dos Estados Unidos. Depois de uma delicada negociação diplomática os mísseis foram retirados de Cuba e a guerra nuclear felizmente não aconteceu.

O embargo econômico dos Estados Unidos a Cuba

Entretanto, o contra ataque dos Estados Unidos não tardou em acontecer. O governo norte americano liderou em embargo econômico a Ilha de Cuba que durou várias décadas.

Este bloqueio econômico praticamente quebrou a economia de Cuba, colocando-a em uma dependência extrema da União Soviética para manter sua economia viva.

Além disso, os Estados Unidos queriam confirmar que novos governos socialistas jamais seriam novamente implantados no continente americano, sua principal área de influência no mundo.

Para que isso ocorresse o governo dos Estados Unidos passou a financiar e apoiar uma série de golpes de Estado responsáveis pela implantação de ditaduras militares na América Latina.

Estes governos militares seriam um escudo para reprimir, combater e exterminar novos governos socialistas que tentassem se instalar na América Latina.

Foi assim que ocorreu a implantação das Ditaduras Militares no Brasil e no restante da América Latina a partir da década de 1960.

Ou seja, não foi mera coincidência. Foi uma intervenção direta dos Estados Unidos para combater a expansão do comunismo no continente americano depois da Revolução Cubana.

Em nosso próximo vídeo iremos analisar o desenvolvimento do regime militar no Brasil. Nosso primeiro alvo de análise será o governo do primeiro presidente militar, ou seja, o governo de Castelo Branco, desenvolvido entre 1964 e 1967.

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