Governo Costa e Silva Resumo(1967-1969): Ditadura Militar no Brasil

Governo Costa e Silva Resumo 1967-1969: Ditadura Militar no Brasil

Introdução

Neste artigo vamos analisar o governo do segundo presidente da Ditadura Militar no Brasil em 1964. Estamos nos referindo ao governo de Costa e Silva, desenvolvido entre 1967 e 1969.

  • Nós dedicaremos especial atenção para a mobilização popular que lutava para restabelecer a democracia no país.
  • Vamos analisar também a contraofensiva dos militares, reprimindo, censurando, prendendo, torturando e desaparecendo com os opositores do regime.

Na parte econômica daremos destaque para o Milagre Brasileiro, um momento de forte crescimento da economia nacional durante a Ditadura Militar.

Governo Costa e Silva Resumo (1967-1969): Ditadura Militar no Brasil

Frente Ampla: Oposição à Ditadura Militar

O segundo governo militar teve início quando o presidente Costa e Silva assumiu o poder. A principal característica deste período foi o fortalecimento dos instrumentos utilizados pelos militares para reprimir todos aqueles que eram contrários a nova forma de governo implantada em 1964.

Como exemplo podemos citar a criação da Frente Ampla, um grupo de oposição que atuava fora do Congresso Nacional.

A Frente Ampla era composta e liderada por importantes políticos no cenário nacional, tais como João Goulart e Juscelino Kubistchek (ambos ex-presidentes do Brasil), e até Carlos Lacerda, desta vez manifestando sua oposição ao regime militar.   

A principal característica da Frente Ampla foi lutar pela redemocratização do país por meios legais, contando, sobretudo, com o apoio da população.

A Frente Ampla fazia oposição aberta e declarada ao governo da Ditadura Militar.  Entretanto, como já sabemos, depois dos Atos Institucionais todas as manifestações políticas que discordavam das decisões dos militares eram rapidamente desmobilizadas por serem consideradas ilegais.

Na verdade, tudo que era contra a Ditadura Militar era considerado ilegal, portanto, passível de julgamento e condenação.

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Mais Oposição: Passeata dos 100 Mil, Greves e Luta Armada

A sociedade civil tinha uma noção cada vez mais clara de que estava ocorrendo a destruição da Constituição, da democracia e das liberdades individuais.

Diante desta percepção inúmeros grupos entraram em cena para mobilizar a participação popular contra a Ditadura Militar. Em julho de 1968, na cidade do Rio de Janeiro, ocorreu a Passeata dos 100 mil. 

Greves de grandes proporções foram desencadeadas em grandes centros industriais do país, tais como nas cidades de Osasco (SP) e Contagem (MG).

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Os grupos políticos mais radicais não acreditavam que seria possível restabelecer a democracia no Brasil por meios pacíficos e legais. Eles decidiram então partir para a luta armada.

Este é o caso de Leonel Brizola, líder de uma série de ações de Guerrilha na Serra do Caparaó (situada entre MG e ES). Como já dissemos a atuação da comunidade universitária foi rigorosamente vigiada, monitorada e reprimida.  

Militares disfarçados de civis ficavam dentro da sala de aula para vigiar a conduta dos professores universitários.

A União Nacional dos Estudantes (a UNE) tentou realizar em segredo o seu congresso no interior de São Paulo. A tentativa foi fracassada porque os militares descobriram e prenderam todos os participantes.

A Censura na Ditadura Militar

No campo cultural e artístico as coisas não foram muito diferentes.

Toda a produção cultural, tais como peças teatrais, canções da música popular brasileira, cinema, livros, programas de rádio e televisão, tudo, absolutamente tudo, era monitorado e censurado pelos militares.

Os autores das obras artísticas e culturais com mensagens políticas de oposição à Ditadura Militar eram vigiados, perseguidos, acusados e investigados pelos famosos Inquéritos Policial-Militares (IPM).

Para muitas pessoas a única saída viável era o exílio, ou seja, sair do Brasil e viver em outro país.  

Os militares perceberam que a oposição e as manifestações populares estavam se fortalecendo e tomando uma grande proporção.  

Diante desta situação eles responderam aos opositores com a criação do mais violento aparato jurídico do regime militar. Estamos falando do Ato Institucional nº 5 (o AI-5), alvo de análise detalhada e exclusiva em nosso próximo artigo.

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