Iluminismo Racionalismo e Empirismo

Iluminismo: Racionalismo e Empirismo Resumo

Neste artigo nós apresentamos as principais características do Iluminismo, tais como o racionalismo (razão), cientificismo, empirismo, antiabsolutismo e anticlericalismo.

Nesta altura do campeonato você já deve estar compreendendo com absoluta clareza que as ideias iluministas combateram ferrenhamente as principais características da Sociedade de Antigo Regime.

Se até agora você não entendeu o que significa Sociedade de Antigo Regime pare a leitura deste artigo imediatamente e assista as aulas 1 e 2 sobre o Iluminismo. Feitas estas considerações iniciais nós podemos seguir adiante.

Vídeo aula: Iluminismo Racionalismo e Empirismo.

Mercantilismo

Os governos absolutistas dos séculos XVII e XVIII impuseram uma série de limitações às liberdades individuais. Ninguém poderia pensar politicamente diferente daquilo que era estabelecido pelos reis sob o risco de perder a própria vida. Ou seja, não havia liberdade política e nem liberdade de expressão. Na economia acontecia a mesma coisa.

Nenhum comerciante poderia desenvolver os seus negócios sem a autorização da política mercantilista do rei. Ou seja, não havia liberdade econômica.

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Intolerância Religiosa

Com a religião era a mesma situação. A intolerância religiosa de católicos e protestantes impedia que uma pessoa pudesse expressar publicamente a sua orientação religiosa caso ela fosse diferente do grupo dominante.

Ou seja, não havia liberdade religiosa. Liberdade era uma palavra que simplesmente não fazia parte da organização da Sociedade de Antigo Regime.

É aqui que entra o Iluminismo. O Iluminismo lutou para que fossem conquistados os direitos que hoje são comuns em nossa sociedade.

Se hoje você vive em uma sociedade em que o liberalismo econômico, o liberalismo político, a liberdade de expressão, a tolerância religiosa, a democracia e a luta contra o preconceito e a desigualdade são coisas previstas em lei, se tudo isto está previsto na Constituição Brasileira, saiba que estamos falando de uma herança cultural do pensamento iluminista.

Então, a partir de agora vamos analisar e compreender as principais características do pensamento iluminista.  

Racionalismo e Empirismo

Nós vamos começar analisando o racionalismo e o cientificismo, uma vez que estas características caminham conjuntamente. Racionalismo nada mais é do que usar a razão para guiar as ações humanas.

Usar a razão é desenvolver uma série de raciocínios lógicos e posteriormente conectá-los para encontrar a solução para um problema. O cientificismo representa a utilização do método científico para a compreensão dos fenômenos naturais.

O empirismo, ou seja, a realização de experimentos científicos afirmava que o mundo era regido por leis naturais e que a partir do entendimento de seu funcionamento seria possível construir uma sociedade mais justa e equilibrada.

O método experimental era fundamental para as ciências, pois observações e experimentações eram necessárias para se chegar a conclusões e generalizações.

Como exemplo podemos citar ISSAC NEWTON, cientista inglês que desenvolveu a Teoria da Gravitação Universal, descrevendo os movimentos da Terra e de qualquer lugar do Universo a partir de forças naturais e não divinas, inclusive expressando-as matematicamente.

Você já deve ter ouvido falar sobre as Leis de Newton, tais como o Princípio da Inércia, o Princípio Fundamental da Dinâmica e o Princípio da Ação e Reação.

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Todas essas são leis naturais que podem ser expressas e calculadas matematicamente. E, sobretudo, podem ser comprovadas por meio do empirismo, ou seja, comprovadas por meio de observações e experimentos científicos.

É importante dizer que o racionalismo e o cientificismo eram formas de pensar que se opunham às explicações religiosas da Sociedade da Antigo Regime.

Naquela sociedade dominada pelo poder da religião todos os fenômenos da natureza e os acontecimentos do mundo humano eram interpretadas como uma intervenção da Providência Divina, ou seja, a intervenção da vontade de Deus em tudo que acontecia no mundo e no universo.

Volto a repetir, o Iluminismo rejeita categoricamente as explicações religiosas para a compreensão do mundo.

Iluminismo e Antiabsolutismo

A terceira característica do pensamento iluminista é o antiabsolutismo. Os filósofos iluministas acreditavam que uma sociedade nunca poderia ser justa e equilibrada com um rei que concentrasse todos os poderes em suas mãos e que reprimisse com violência todas as manifestações contrárias à sua forma de governar.

Uma pessoa que governasse dessa forma com certeza iria abusar do poder para eliminar todos os seus inimigos políticos. Ou seja, teríamos um governo tirânico em que a vontade do rei se confundia com a vontade do Estado.

Por isso, o absolutismo precisava ser combatido e substituído por uma forma de governo em que o poder estivesse dividido nas mãos de um número maior de pessoas, evitando assim que injustiças continuassem sendo praticadas por governos tirânicos. 

Iluminismo e Anticlericalismo

A quarta característica do pensamento iluminista era o Anticlericalismo, ou seja, eles combatiam o uso da religião para explicar os fenômenos naturais e sociais.

Como a religião dominava a forma de pensar da sociedade, todas os acontecimentos eram explicados por causa da intervenção de Deus, que lançava mão de seu poder para castigar ou beneficiar os homens.

Naquela época a religião, fosse ela católica ou protestante, censurava, reprimia e matava com violência as doutrinas religiosas que não fossem oficiais.

Diante de toda essa intolerância seria impossível construir um mundo justo e igualitário. Era necessário lutar pela liberdade de pensamento. E mais do que isso, buscar um pensamento racional, cientificamente conduzido para tirar a sociedade das trevas do pensamento religioso.

Para os filósofos iluministas argumentos religiosos não serviam para explicar os acontecimentos do mundo dos homens. E para que isso acontecesse era preciso combater as instituições religiosas que impediam a pluralidade de ideias e sua livre divulgação em toda a sociedade.

Iluminismo e as Liberdades Individuais

Por todas essas razões o Iluminismo ficou conhecido pela defesa das liberdades individuais, tais como o liberalismo econômico, o liberalismo político e a liberdade de expressão.

Para os filósofos iluministas as liberdades individuais representavam valores inegociáveis.

Ou seja, era preciso lutar com todos os instrumentos possíveis para pôr fim à Sociedade de Antigo Regime e construir uma nova organização social em que o indivíduo tivesse o direito de apresentar livremente as suas opiniões políticas, os talentos pessoais fossem valorizados, o mérito reconhecido, a lei fosse igualmente aplicada e as explicações religiosas não fossem a base fundamental para compreender tudo o que acontecia no mundo.

A nossa aula termina por aqui. Em nosso próximo vídeo iremos começar a análise dos principais filósofos iluministas, iniciando a nossa lista com John Locke. Portanto, não perca o nosso próximo blog post.

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